Sunday, 8 February 2015

Book | Doce Vampiro, by Flynn Meaney

Doce Vampiro | Flynn Meaney |
Editora Versus | 248 páginas


O livro tem uma capa bem bonita
(o rosto pálido, com cabelos negros
e olhos estonteantemente azuis do
personagem principal semi-
escondidos por uma máscara
com dentes de vampiro, a cidade
de Nova York em cinza ao fundo).
A edição é muito bem feita, com uma
página vermelho-vinho no começo e
outra no final, ambas com textura
mais de tecido que de papel.
A lombada é preta (como quase
todos os outros livros de vampiros da
minha estante)
Alto, magro, tímido e desajeitado, Finbar Frame nunca foi um cara popular. Aos 16 anos,  nunca teve uma namorada. Não que ele não se interesse por meninas. São as meninas que não se interessam por ele. Elas curtem caras fortes, que pratiquem futebol ou basquete. E são obcecadas por vampiros. Vampiros... Com sua natureza introspectiva e sua pele incrivelmente pálida, seria extremamente fácil para Finn se fazer passar por um vampiro. E é exatamente isso que decide fazer.


Eu me lembro de ter achado esse livro engraçadíssimo antes mesmo de começar a ler. Parecia original e divertido, e certamente seria uma leitura rápida. Nada disso estava errado. O livro tem incontáveis referências a elementos da cultura pop contemporânea,  o que torna a coisa toda duas vezes mais interessante para pessoas como nós, que vivemos a base de uma dieta regular de filmes, livros e seriados.



Depois de terminar a leitura, entretanto, o livro me pareceu uma idéia que não foi totalmente explorada... Um cara se fazendo passar por vampiro poderia passar por todo tipo de aventuras e dificuldades, mas um pouco depois do começo do livro, Finn se rende ao cotidiano regular de um aluno do 2° ano, e o livro se torna mais uma história sobre um romance adolescente. Além disso, a idéia dele (de fazer as pessoas acreditarem que ele é um vampiro pra se tornar um cara mais interessante) é bem forte no começo, quando ele pega todo tipo de livro sobre vampiros para encontrar modelos, assiste a primeira temporada de True Blood e estuda a "atitude do vampiro".

Ele analisa as coisas que será capaz de fazer e os hábitos vampirescos que estão além de sua capacidade (da capacidade de qualquer garoto humano comum), e pensa em formas de compensar ou esconder as coisas que não pode fazer. Depois que as aulas começam, entretanto, ele se deixa levar, e o "mito" sobre o novo aluno vampiro cresce meio de repente, sem muita interferência dele próprio...


Seja como for, o livro continua engraçadíssimo, até o final, especialmente por causa das referências a cinema, TV e cultura pop contemporânea que Finn usa. Ele diz e pensa coisas como: "sim, infelizmente eu sei a diferença entre um  McDreamy e um McSteamy", "Quem é você? Aquele garotinho de Simplesmente Amor?", ou ainda "Até Numb3rs, aquela série que tenta transformar matemática em uma coisa legal, passa na sexta feira à noite, porque as pessoas que gostam de matemática estão sempre em casa nas noites de sexta feira."



Nas orelhas do livro está escrito que a autora teve a idéia para Bloodthirsty quando uma amiga comentou: "agora que vampiros estão na moda, a gente pode parar de se bronzear." Definitivamente, nós, pálidos, altos e introspectivos temos sorte de não viver numa época em que a moda é assistir Baywatch. Doce Vampiro se destaca pela originalidade, e definitivamente ganhou um lugar na prateleira ao lado de meus outros livros de vampiros...



Doce Vampiro (Bloodthirsty) | Flynn Meaney | Editora Versus | 248 páginas

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