Luther naturalmente acha tudo isso uma bobagem. Contador em uma firma de médio porte no centro da cidade ele ficou chocado ao perceber que gastou no ano anterior 6100 dólares! 6100 dólares em enfeites que quebram todo ano, em quantidades absurdas de comidas, em presentes que permanecem esquecidos depois dos primeiros dois dias... É um escândalo. Luther preferiria economizar o dinheiro e gastar a metade daquilo em um cruzeiro. Fugir da loucura das festas, se bronzear, aproveitar as ilhas do Caribe... Era genial.
Quando sua filha, Blair, se torna voluntária nos Corpos de Paz e viaja para o Peru no domingo após o dia de ação de graças, sem planos de voltar para o natal, Luther vê uma oportunidade. Sua esposa fica entristecida pensando em como o natal não vai ser a mesma coisa sem Blair e acaba concordando com o plano maluco de Luther: fazer um cruzeiro... Pular o natal.
O problema é que o cruzeiro é no dia 25 de dezembro. E pular o natal até lá não é tão simples quanto Luther pensava.
A partir daí começa a guerra para suportar a pressão dos amigos e vizinhos. Todos acham estranho que os Krank queiram pular o natal. As amigas de Nora se revoltam com o cancelamento da melhor festa de véspera de natal. O dono da papelaria mais cara da cidade fica atrás dela para garantir que ela não vai perder a chance de encomendar os cartões mais bonitos como todo ano. Os policiais que todo ano passam pela vizinhança vendendo seus calendários não entendem porque Luther não quer gastar doze dólares ajudar a Força. Os escoteiros também ficam ressentidos com ele quando Luther se recusa a comprar uma das maiores árvores de natal, como costuma fazer todos os anos. E tudo isso é só o começo da bagunça.

Um natal muito louco é baseado no livro Skipping Christmas (Esquecer o Natal), de John Grishham.
O filme é extremamente fiel ao original, parecendo mais um livro filmado. Tanto assim, que fez mais sentido resenhar os dois ao mesmo tempo (diferente do que fiz por exemplo com The Martian, cujo livro e filme tiveram resenhas independentes).
Skipping Christmas é um livro que está na minha estante há muito tempo. Eu comprei esse livro em Janeiro, numa promoção de ano novo há uns dois ou três anos. O meu plano era esperar até dezembro pra ler o livro, mas dezembro veio e se foi, e outro dezembro, até que finalmente li o livro ontem... Foi uma leitura bem rápida. Antes de perceber que já estava lendo há algum tempo já haviam se passado 86 páginas.
Além de ser uma leitura rápida, o livro é hilário. Houve momentos em que eu estava gargalhando enquanto lia... De fato, talvez porque eu li o livro apenas um dia antes de ver a adaptação, eu ri muito mais durante o livro que durante o filme, principalmente no começo. Mais para o final o filme fica melhor que o livro, primeiro porque lida melhor com o drama da história (o que envolve um personagem com uma doença) que no livro fica bem depressivo. Depois porque o filme elimina alguns comentários meio questionáveis do casal principal.
Outra coisa que o filme faz bem melhor que o livro são as cenas com um certo personagem chamado Marty. Não vou falar muito dele aqui, para não dar spoillers, mas é uma das melhores coisas da história...
A única coisa em que o filme errou é que na divulgação, a sinopse contém um detalhe que poderia ter sido mantido em segredo. Porque no livro é meio que uma surpresa quando acontece, e teria ficado melhor assim (nem revelei o tal detalhe aqui, inclusive)... Mas mesmo sabendo o que acontece ainda é bem divertido




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